domingo, 3 de agosto de 2014

Nem Deus


Palavras
Soltas ao correr das teclas
Que não te digo nem te conto
P’ra  que não te zangues…

Os bancos, os partidos, o meu futuro
O que faço aqui. O que farei…
Tudo isso apenas uma nuvem
Que se desloca no meu tempo
Como se fosse atmosfera
Volátil
Etérea…
O importante és tu!

Salazar, Passos Coelho, Espirito Santo. Nuno Crato…
Desperdícios deste tempo,
Nomes escritos  em tintas invisíveis,
Que se desvanecem numa realidade que não é a minha….

 Bate a noite, e o que vejo és tu,
Abre o dia e não é o sol que nasce, és tu
Não estando, estás,
Sem te ver, te vejo
Sem te ouvir, te oiço.

Dói-me a distância, dói-me a ausência,
Dói-me a urgência de ouvir a tua voz.

Mas nem Deus me diz porquê!

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