Neste escuro tempo feito noite
na distância dos pensamentor que vagueiam
em horas destruidas por minutos incompreendidos
que tornam o presente e o passado inintelegíveis,
canta uma voz, lá longe
Mas o que será que canta?
Deitados na morte do pensamento que já não têm
corpos nus destacam-se na noite
como se fossem estrelas
como se fossem velas
como se fossem mitos.
E a voz canta, lá longe.
Mas que canta ela?
A cinza acumula-se. Cinza de relógios que se gastaram
O cheiro a cinza transforma-se em horixzonte,
o horizonte em nevoeiro,
o nevoeiro em vazio.
E a voz canta, lá longe.
Mas que canta ela?
é então que fala o rei e diz,
diretamente, sem intermediários,
ordem seca dada à voz:
"PORQUE NO TE CALLAS?"
E a voz canta, lá longe.
Mas que canta ela?
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