Um dia o vento
sincero e assertivo
fez valer sua vontade
e percorreu o mundo
sem maldade
e sem lamento
e semeou destruição e caos
sem caridade.
O mar ergueu-se em ondas de bravura
e varreu o lixo deixado pelo vento:
coisas e pessoas,
animais.
Numa tempestade de loucura
agreste e cruento
cometendo atos brutais.
Depois, sorridente de ironia,
como se o acontecer não tivesse acontecido
lá bem alto
desafiando vertigens,
inundando o céu e a terra de luz
a acordando até a morte que dormia,
apareceu a lua.
Serena e ignóbil.
Uma lua que fingia.

Sem comentários:
Enviar um comentário
Comenta aqui!