Vi o livro em exposição no quiosque e decidi compá-lo. Espantosamente a empregada perguntou-me se não o queria autografado. O Sr. Carlos Brito havia de passar por lá daí a pouco. Aliás ela era vizinha dele.
Pois claro, já me tinha esquecido: Carlos Brito é de Alcoutim, aliás um dos seus livros conta as histórias de passagens de fronteira nos tempos da guerra civil de espanha, aqui por estas bandas...
Carlos Brito apareceu momentos depois, no bar do referido quiosque, para autografar o livro. Sentámo-nos e conversámos um pouco.
Estranhamente até parecia que ele tinha lido um dos últimos posts do meu blogue, pois o tema da conversa foi sobre o privilégio de tanto a geração dele como a minha, terem sido gerações de esperança e de ideais. E a nossa conversa acabou cheia de interrogações sobre ... a vida dos netos.
Lá foi ele regar o quintal, com a ajuda da neta e eu continuar a minha praia com o livro dele na mão.
Bons tempos em que a voz grave do Carlos Brito se fazia ouvir tonitroante no parlamento, um tempo em que tanto ele como eu estávamos cheios de certezas, que hoje nem ele nem eu já temos.

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