Cruzam-se os rostos, aos milhares,
na multidão, que faz o verão ser verão,
e de repente, no meio de tanta gente,
detecto ao longe os teus olhares
com emoção.
É o teu sorriso que lá está
a espreitar no meio de tanta confusão.
E até distingo a tua voz no meio de tanta voz!
Porque será?
Mas onde?...
No sol da areia queimam-se os sentidos
os corpos deitados reclamam atenção
e de repente vejo-te ao longe
e avanço com passos decididos
na tua direcção.
Mas onde?
Talvez no éter que rodeia o Mundo
no éter que respiro fundo
vagueies e eu te sinta.
Porque, de resto, tudo o que escrevi
não é mais
do que ter estado a gastar tinta!
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