domingo, 6 de novembro de 2011

A Estrada

Conheço bem aquela estrada. Posso mesmo dizer que a percorri vezes sem conta. Longa , larga ,não alcatroada . Os carros passam e levantam poeira . Pouco frequentada. Ando nela a pé . À direita , bosques , pinhais , florestas . Entro sempre por um deles . Caminho sozinha , há luz , devem ser umas 3h da tarde . Entre as folhas das árvores altas sinto o calor ameno . Ando . Despreocupada . Não há carreiros . Olho à esquerda e vejo um pequeno lago arredondado com pedras aqui e ali . Tem patos . Sento-me numa das pedras e fico ali a olhar para os patos por pouco tempo . Levanto-me e prossigo a caminhada . Encontro uma chave grande de ferro . Apanho-a e apalpo-a . Pesada mas levo-a comigo . Continuo . Mais à frente , junto a uma fonte , uma taça de madeira , parece um cálice . Leve . Outro despojo para a colecção que não tenho . Retomo o caminho em frente ou zigzagueando . Ando , ando e...chego ao fim que não é fim mas algo de diferente .
 Vou para casa.
                                          Augusta Maia

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