Andei mares de procuras,
por entre o próprio tempo,
nos inter-espaços do ser,
infiltrado em meta-existências,
na busca do objecto certo,
daquele preciso e exacto
que seria a ponte.
Mergulhei bem fundo na desrazão
tanto que me perdi na ilusão,
e acabei ficando lá como prisioneiro.
Moro, pois, nessa prisão
donde o que quero, sei que não alcanço,
o que alcanço é me desprezável
e o futuro
é só uma galinha que partiu os dentes.
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