Venha o vento forte
que derrube as casas, as vilas, as cidades
amontoado escombros sobre escombros
que a chuva lavará um dia.
E que venha frio de fazer estalar os ossos
e que eles estalem,
para que os corpos fiquem carnes rastejantes
e ds diluam na terra.
E depois a chuva,
forte, violenta, persistente,
a lavar e a levar para o desconhecido do mar
tanato lixo que nos destrói as vidas.
Resistirá, talvez,
alguma flor nos confins do mundo,
qua agitará as suas pétalas tranquilas
dando enfim alguma cor a um futuro
tornado, emfim, possível.
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