quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sem som

Já não sei
de que tempo és.
Se deste agora,
se dum outro da memória
para onde te transportei, trazendo-te a ti
e a esse tempo
para um hoje que não sei se existe.

Num jogo complicado de tempos que se movem,
em que o presente é feito de outros tempos
e os tempos se confundem.

És, provavelmente, a ponte necessária.
que transforma a falha em continuidade
e permite ao percurso o fazer sentido
por transmutações da amizade.

Precisar de ti, é uma evidência,
que, provavelmente, não se vê...
Grito, calado, "preciso de ti...."
já que gritar alto,
seria uma imprudência.

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