segunda-feira, 15 de julho de 2013

Sede

A voz veste as palavras,
como o verde, as folhas,
como a luz, a vida.

A voz, pode ser presença, grito, choro
e pode ser saudade:
lembrança que se ouve cá dentro,
quando o silêncio é o que nos chega.

Vejo e também ouço,
mas apenas porque fecho os olhos.
Se os abro, vai-se a imagem e cala-se o som,
neste infinito de distância.

Dá-me, pois, o som da tua voz,
envolvendo nele as palavras que me envias
que, só escritas,
não  matam a sede de te ouvir.





Sem comentários:

Enviar um comentário

Comenta aqui!

poner un anuncio gratis