A voz veste as palavras,
como o verde, as folhas,
como a luz, a vida.
A voz, pode ser presença, grito, choro
e pode ser saudade:
lembrança que se ouve cá dentro,
quando o silêncio é o que nos chega.
Vejo e também ouço,
mas apenas porque fecho os olhos.
Se os abro, vai-se a imagem e cala-se o som,
neste infinito de distância.
Dá-me, pois, o som da tua voz,
envolvendo nele as palavras que me envias
que, só escritas,
não matam a sede de te ouvir.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Comenta aqui!