terça-feira, 22 de março de 2011

O pinto

Ele queria sair do ninho. Estava farto. O ninho já não lhe dava o aconchego dos velhos tempos.
Mas que iam os pais e os irmãos pensar?
Considerá-lo-iam um ingrato, ou pior que isso, um aventureiro...
Como sair dali, então?
Teve, finalmente, uma ideia!
Deitou a cabecita de fora, sem ninguém dar por isso e, chilreando baixinho, convidou as corujas das árvores à volta, para uma jantarada no dia seguinte, ali mesmo, no seu ninho.
Depois, na manhã seguinte, ao acordar, disse aos pais e aos irmãos que ia haver uma festa lá no ninho, com as suas amiga corujas, ali do bairro do arvoredo.


Claro que estes nem queriam acreditar no que acabavam de ouvir!
-Mas tu falaste conosco?
-Perguntaste a nossa opinião?
-Nem pensar nisso é bom! Vais já dizer a todas que não há cá festa nenhma. Só nos faltava agora essa, o nosso ninho  "infestado" de corujas.
- Olhem lá!!! Eu cpomprometi-me! Querem agora que vá dar o dito por não dito?
-Sim vais e é já!
-Como posso eu fazer isso? Seria uma vergonha. Não! Convite feito, feito está.
Mas... podemos escolher mudar a hora para mais tarde, ou deixar parta amanhã, se preferirem! Far-se-á a festa quando e da forma que decidirem! Agora festa tem de haver, ou então não podem contar mais comigo.
-Olha, quem manda cá no ninho somos todos em conjunto, não és tu. E portanto não vai haver festa nenhuma de corujas aqui. Está dito e decidido.


-Ok. Se não há festa, não contem mais comigo. Já vos tinha avisado!


Então, rejubilando da sua inatingível sagacidade, bateu asas, saiu do ninho e foi de vez embora, deixando aos outros a tarefa de lidar coma as corujas.
O pinto.

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