seguem seu caminho sem cumprimentarem os outros, cumprimentando-se entre si, porém, com grande, virtuosismo.
De cabeça levantada, olhando em frente, só vendo porém, os da sua estirpe, tal como cão reconhece cão pelo cheiro, sem precisar de olhar.
Os doutores e as doutoras, escondem ódios e desejos, alegrias e sofrimentos, recalcados nos passos perdidos que percorrem, daqui para ali, dali para aqui, sorrindo raramente, porque rir não lhes é próprio.
E transportam sobre si o enorme peso do que fazem, fizeram e sabem ir fazer, na confidencialidade inter-pares, gizando rocambulescas estórias, estorietas, mechericos, cuja importância é tanto maior quanto se espalha, o que os torna porém, de pesado olhar e de grave circunstância.
Por vezes conseguem congregar à sua volta alguns de inferior casta, que vão utilizando para suprir a força vital que já não têm, com o fim de construir vazios de importância duvidosa, que entretanto enfatizam e apresentam, como se de pólvora recém descoberta se tratasse.
Deslocam-se no cansaço permanente de transportar em si o enorme peso de si próprios.
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