sexta-feira, 11 de março de 2011

Velho politico

Com o pânico espelhado no rosto, o velho político questiona:

o que querem?
qual o objectivo?
qual o paradigma que perseguem?

Dramaticamente não entende que foi ele próprio velho político,  quem, ao longo de décadas, tem vindo a destruir objectivos, paradigmas, propósitos, por exemplo, ao receber "Khadafis" e quejando em suas majestosas tendas , numa manifestação subserviente da sua Realpolitik; ao aceitar Mota Engil e companhia, como seus parceiros privilegiados,  ao elogiar a China e ao mesmo tempo condenar Cuba, dizendo-se sempre defensor dos Direitos Humanos (mas se de uns, porque não de outros?)
Foi ele, velho político, que destrui paradigmas, objectivos e propósitos, ao transformar eleições, em farsas mascaradas de votos, definidos e violentamente construidos, por uma série de "opinion makers" de serviço, que de formas diferentes e variadas, vão sistematicamente dizendo o mesmo e mais do mesmo, para que cada um saiba onde pode e não pode votar, sendo pagos a bom preço para o fazerem.
Porque foi ele, velho político, que transformou sonhos, em utopias; vontades, em resignações; volluntarismos em tédio; esperanças em desespero.
Porque foi também ele, velho político, que transformou as instituições do sistema, em assembleias de praxes, apertos de mão, e salamaleques diversos, retirando-lhes a animação da eficácia.
Foi ele, velho político, que construiu os Pintos Monteiros e os Vitor Constâncios,......., com tanto de prosopopeia, como de castração decisória.
Foi ele, velho político, que vestiu o país de tanga, depois de o ter despido antes, ao aceitar regras e decisões, na esperança duns trocos oriundos das sobras dos mais ricos.
E agora espanta-se, questiona-se....Que querem eles? Qual o seu paradigma? Os seus propósitos, os seus objectivos? Como se atrevem a vir para a rua desenquadrados duma organização formal por ele dirigida?
Com o pânico espelhado no rosto, o velho político não entende que está chegando ao fim, o tempo que era o seu.
Outro tempo virá. Sim virá. De que ele já não fará parte.
Um tempo que pode ser melhor ou bem pior.
Mas será outro bem diferente.
E sem dúvida, já não será o dele.

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