À flor da pele
te sinto o frio
te sinto o quente
te sinto o vento mesmo se não sopras
te sinto o rio
que me transbordas.
À flor da pele
te sinto a angústia da morte adivinhada,
porque à flor da pele
te sinto que me vais matar.
Poderá ser mais longe ou já agora perto
À flor da pele te sei
meu assassino certo.
E também à flor da pele
te digo adeus,
antes que me mates e já não o faça.
Depois de morto
subirei ao céu
e nas nuvens suaves
repousarei meu corpo
que agora
já sem pele, só flor,
se quedará deitado
a aguardar o teu.
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