Lentamente,
porque é desta forma que se sente,
tiro-te as meias.
Sinto-te os pés
nas minhas mãos
nas minhas mãos quentes os teus pés quentes
macios, e que sinto suaves, e que sintos doces,
no roçar lento dos meus lábios dementes.
Sigo as inetruções do GPS "siga agora em frente"
e descubro as tuas pernas
centímetro a centímetro,
poro a poro.
Acaricio-te os gémeos
subo aos teus joelhos, que abraço contra o meu peito nu
olho de perto e sinto que os adoro.
Nas tuas coxas perco as minhas mãos,
perco o meu olhar
e perco-me de mim.
"Agora, desvie e vá para Norte"
E nos teus cabelos vagueia a minha mão.
Desço ao teu sorriso
que absorvo tal qual mata-borrão
Sinto a tua face na minha face
os teus lábios nos meus lábios,
e as nossas duas línguas - uma só.
"Siga para sul, por 30 centímetros"
Passo o teu pescoço, devagar,
à velocidade lenta de beijos sem parar,
chego ao teu peito, que observo pedacinho a pedacinho
estando sem roupa por fora, eu dispo-te por dentro
com a invasão de tanto olhar.
Transformo-te os mamilos em rebuçados
que chupo e saboreio e me fazem salivar.
Continuo descendo como manda o GPS,
sobre o teu umbigo descanso a cabeça,
e encostado aos olhos tenho a tua pele.
Inclino um pouco e sinto com os meus dentes
a tua carne doce que começo a trincar
em trincadelas suaves
p'ra não te magoar.
"Zona perigosa, circule devgar".
Dispo-te as cuecas, para poder entrar.
Enfio-me em florestas que nunca tinha visto,
com perfumes exóticos com que me saúdas, ao chegar.
Floresta que desbravo e que descubro
que quanto mais descubro e desbravo,
mais locais bonitos tem para me mostrar.
Decido ficar ali algumas horas em beijares,
talvez fique ali meses, ou anos!
Sei lá eu,
ficarei enquanto tu deixares...
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